"Acções são palavras em movimento. Palavras são pensamentos expressos. Pensamentos são ideias formadas. Ideias são energias acumuladas. Energias são forças libertadas. Forças são elementos existentes. Elementos são partículas de Deus, porções de Tudo, a substância de todas as coisas.
Deus é o princípio. A acção é o fim. A acção é Deus a criar – ou Deus experienciado. O teu pensamento sobre ti mesmo é que não és suficientemente bom, suficientemente prodigioso, suficientemente isento de pecado, para seres uma parte de Deus, em associação com Deus. Negaste-o durante tanto tempo que já esqueceste Quem Tu És.
Isso não acontece por coincidência, por um acaso. Faz tudo parte do plano divino – pois não poderias afirmar, criar, experienciar Quem Tu És se já o fosses. Primeiro era necessário que te libertasses (renegasses, esquecesses) da ligação Comigo para poderes experienciá-la plenamente criando-a plenamente – ao invocá-la. Pois o teu maior ensejo – o Meu maior desejo – era que te experienciasses como parte de Mim que tu és. Estás, por conseguinte, no processo de auto-experienciação ao criares-te a ti mesmo de novo em cada momento que passa. Tal como Eu. Através de ti.
Vês a associação? Percebes quais são as suas implicações? Trata-se de uma cooperação sagrada – na verdade, uma comunhão sagrada.
Por isso a tua vida “entrará nos eixos” quando assim o decidires. Até ver, ainda não o fizeste. Tens vindo a procrastinar, a protelar, a adiar, a evitar. Agora está na altura de oficializares e concretizares o que te foi prometido. Para isso, deves acreditar na promessa e vivê-la. Deves viver a promessa de Deus.
A promessa de Deus é que tu és filho Dele. Descendente Dela. Seu semelhante. Seu igual.
Ah… aqui é que te assustas. Aceitas as designações “filho Dele”, “descendente”, “semelhante”, mas retrais-te ao chamarem-te “Seu igual”. É pedir demais. É demasiada grandeza., demasiado encantamento – demasiada responsabilidade. Pois se és o Seu igual significa que nada te está a ser feito – e que todas as coisas são criadas por ti. Não pode haver mais vítimas nem mais vilões – apenas resultados do teu pensamento sobre algo.
Pois digo-te Eu: tudo o que vês no teu mundo é o resultado da ideia que disso tens.
Queres que a tua vida entre mesmo “nos eixos”? Então muda a ideia que tens dela. De ti mesmo. Pensa, fala e age como o Deus Que És.
Claro que isso vai separar-te de muitos – da maioria – dos teus companheiros. Vão chamar-te doido. Vão dizer que estás a blasfemar. Podem mesmo vir a ficar fartos de ti e tentar crucificar-te.
Farão isso por não acharem que vives num mundo de ilusões só tuas (há muitos homens suficientemente generosos para te deixarem viver as tuas próprias fantasias), mas porque, mais tarde ou mais cedo, outros serão atraídos para a tua verdade – pelas promessas que ela lhes traz.
É aí que os teus companheiros interferirão – pois é aí que começarás a ameaçá-los. A tua simples verdade, vivida na simplicidade, trará mais beleza, mais conforto, mais paz, mais alegria e mais amor por ti mesmo e pelos demais do que outra coisa qualquer que os teus companheiros terrenos possam conceber.
E essa verdade, adoptada, significaria o término das acções deles. O fim do ódio, do medo, do fanatismo e da guerra. O fim das condenações e mortes levadas a cabo em Meu nome. O fim do a-força-é-que-manda, do poder-que-tudo-compra. O fim da lealdade e vassalagem através do medo. O fim do mundo como eles o conhecem – e como vocês até agora o criaram.
Por isso, prepara-te, boa alma. Pois serás aviltada e escarnecida, caluniada e desprezada, e finalmente irão acusar-te, julgar-te e condenar-te – todos à sua maneira – desde o momento em que aceites e adoptes a tua causa sagrada – a auto-realização.
Para quê fazê-lo, então?
Porque já não te interessa a aceitação ou aprovação do mundo. Já não estás satisfeito com o que ele te trouxe. Já não te agrada aquilo que trouxe aos outros. Queres acabar com a dor, com o sofrimento, com a ilusão. Já estás farto deste mundo da maneira que ele se encontra. Procuras um mundo novo.
Não o procures mais. Vá, fá-lo acontecer."
"Conversas com Deus" - Neale D. Walsch